domingo, 6 de abril de 2008

Dança oriental e seus estilos

As formas da dança oriental tem sua origem na Pérsia, e desenvolvimento entre os anos 1100 e 1600 da era cristã. Trata-se de uma forma cíclica de bailado, com acompanhamento do ritmo pelos quadris e membros inferiores e da melodia pelo tronco, braços e mãos da bailarina. Movimentos de olhos e cabeça interpretam artisticamente a peça musical executada ao vivo. Esta forma de arte tem raízes no sufismo e visa elevar o espírito. Atualmente, em todo o mundo, são raríssimas as apresentações desta forma de dança. Conforme a dança foi se popularizando, o excesso de detalhes técnicos foi perdendo espaço para formas mais simples de dançar com movimentos mais marcados de quadril e menos movimentos de braços. Traços dessa forma antiga de interpretação podem ser observados nas bailarinas egípcias do séc. passado como Souhair Zaki e Samia Gamal e Naima Akef.

Souhair Naima Samia

DANÇAS POPULARES – As formas populares da dança apresentam menor exigência técnica e maior espontaneidade. Caracteriza-se por movimentos que se repetem dentro de um modo rítmico específico, de acordo com a região de origem. Geralmente a divisão do ritmo é muito simples, composta por 4 ou 8 tempos, acompanhadas por melodias simples que cabem neste período de tempo e com refrão bem marcado.


- DANÇAS FOLCLÓRICAS – Específicas de cada região do oriente médio. Apresentam traços culturais regionais. Enriquecem e trazem diversidade às apresentaçòes de dança do ventre. Entre as inúmeras formas de danças folclóricas destacamos:


- DANÇA COM ESPADA - É um número muito apreciado, onde a bailarina apresenta habilidades ao equilibrar a espada em diferentes pontos do corpo (cabeça/ cintura/ pernas/ peito/ etc.)

Várias origens são atribuídas a esse tipo de performance. Alguns dizem que remete às guerras entre gregos e turcos. Os Otomanos levavam mulheres para os compos de batalha e elas dançavam com as espadas dos soldados do exército inimigo .Os homens ficavam extasiados , seduzidos e desarmados ; assim o terreno estava preparado para ataques surpresa.


- DANÇA COM CASTIÇAL: No antigo Egito era costume obrigar as escravas a circularem em festas e acontecimentos importantes com várias lamparinas acesas numa armação de metal que ficava sobre suas cabeças. O objetivo era iluminar o ambiente, já que as festas era realizadas à noite. Assim, a "luz ambulante" poderia se deslocar conforme a vontade dos faraós e sua corte. Algumas dessas escravas era também acróbatas ou dançarinas e esta pode ser uma das prováveis origens da dança com o castiçal. Hoje é um número bastante requisitado em aniversários e casamentos.

- DANÇA COM PANDEIRO: Comum entre as beduínas, tuaregs (vivian no deserto) e cigana árabes. No final do séc. XIX e começo do séc. XX, os europeus( principalmente ingleses e franceses) redescobriram o exotismo do Egito e países do Norte da África. Nesta época era comum ver nas ruas mulheres dançando e tocando instrumentos de percursão tais como pandeiro(dâff), tabla, etc.


- DANÇA COM 7 VÉUS: Ficou bastante conhecida no Ocidente graças às apresentações de Mata Hari no início do séc. XX. Ela ia se despindo dos véus um a um e terminava o espetáculo quase nua.

Outros atribuem a origem da dança dos sete véus à deusa babilônia Ishtar, que atravessou 7 vezes por sete portais, afim de resgatar o amado do vale da morte. Em cada um dos portais deixcou uma peça do vestuário. Simboliza a capacidade de entrega da mulher ao matrimônio e ao homem que ama.

Outra versão garante que era realizada nos cultos da deusa Grega Afrodite, a deusa do amor, e que era um ritual antigo de sedução. Tanto que consta até na bíblia : Salomé fez a dan;ça dos sete véus para o rei Herodes e pediu em troca a cabeça de São João Batista. Muitas são as histórias sobre a dança dos sete véus. Hoje é um número bonito ,misterioso e exótico que encanta todo tipo de público.


- DANÇA COM AS MOEDAS SOBRE O VENTRE – Origem no Norte da África, mais precisamente no Marrocos. As bailarinas que se paresentavam em praça pública, ganhavam moedas de ouro ou prata. Para conseguir mais dinheiro, mostravam suas habilidades fazendo as moedas dançarem sobre seus ventres. Trata-se de uma técnica que exige profundo controle abdominal.

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