domingo, 22 de junho de 2008

A ESTRELINHA


Um conto linndo de Felix Zamenhof, que serve para reflexão.
beeeijos

As estrelinhas do céu resolveram certo dia, descer do azul, abandonar a altura do sem-fim e vieram todas, muito alegres, viver, na Terra, entre os homens.

Vamos para a Terra! Vamos para a Terra! - gritavam, com alegria, as estrelinhas do céu. - Na Terra há mares, há rios e há florestas! Na Terra há frutos, há flores e há perfumes. Vamos todas para a Terra!

As estrelinhas falaram ao anjo da serena compaixão.

O anjo da serena compaixão é que vigia e comanda, por ordem de Deus, todos os astros luminosos do céu.

O anjo da serena compaixão sabia que as estrelas, que parecem, lá longe no céu, tão pequeninas, são grandes, imensas. E foi, por isso, falar a Deus, o Senhor da Eterna Bondade

- Deus Poderoso - disse, muito humilde, o anjo - as estrelinhas do céu querem ir a Terra. Mas elas são pesadas, enormes e cheias de calor. A Terra não poderia conter as constelações que povoam o céu.

Deus, o Senhor do Mundo, sorriu bondoso e respondeu

- Ora, tudo é muito simples. Eu permitirei que as estrelinhas desçam do céu e passem a viver na Terra. Sim, irão para a Terra. Mas elas descerão do céu e permanecerão, assim, pequeninas, como aparecem lá das alturas; pequeninas e bem pequeninas. E sempre pequeninas e brilhantes permanecerão na Terra.

E todas as estrelas, por ordem de Deus, desceram do céu e vieram para a Terra.

Houve, nesse dia, ao cair da noite, uma chuva maravilhosa de estrelas.

Uma chuva de estrelas!

No céu ficaram o Sol, a Lua e um cometa rabugento, de cauda comprida, que não quis descer. Mas as estrelinhas desceram.

e encheram a terra. Espalharam-se por toda parte. Pelos campos, pelas praias, pelas estradas e pelos jardins.

Havia estrelinhas brancas, azuis, verdes, roxas e amarelas. Havia até (vejam só!) uma estrela furta-cor!

Que beleza!

Algumas ficaram bem quietinhas, a cintilar, no alto das torres; vieram outras pousar nas fontes, nos repuxos, ou saltitar entre as flores e iluminar os bosques.

As pequeninas, brincalhonas, apostavam corrida com os vaga-lumes: outras iam devagarzinho assustar os sapos que cochilavam tranqüilos entre as pedras junto das lagoas.

Que alegria para as crianças! Que alegria!

Mas, em poucos dias as estrelinhas começaram a fugir da Terra, aos grupos, aos bandos. Deixavam a Terra e voltavam para o céu. Voltavam a brilhar lá em cima, para além das nuvens, para além da Lua

O anjo da serena compaixão ao ver que as estrelinhas voltavam, interrogou-as

- Por que vocês voltaram?

A primeira estrela respondeu

- Senhor! Vi tanta maldade na Terra que fiquei triste. Muito triste. E resolvi voltar para o céu.

Perguntou, o anjo, a uma terceira estrela. - E você? Por que voltou?

Senhor - respondeu a estrelinha - na Terra, durante os três dias que lá passei, vi homens ricos sem piedade; vi enfermos abandonados; velhos sem lar, que vivem famintos, na miséria. Vi crianças andrajosas que mendigam pão pelas ruas. Tudo isso encheu de mágoa o meu coração. Resolvi voltar. Voltar para o céu.

Uma estrelinha amarela, do cruzeiro, seguida de outras três (que eram suas irmãs) voltava também. O anjo da serena compaixão perguntou-lhe :

- Que viu você na Terra, estrelinha amarela? Por que voltou?

Respondeu, cheia de funda mágoa, a estrelinha amarela do Cruzeiro:

- Senhor, vi na Terra homens sem fé que não crêem em Deus! Sofri, com isso, um profundo abalo. Que tristeza! Homens ateus! Deixei a terra e resolvi voltar para o céu

E assim todas as estrelinhas, por terem visto maldades na Terra, voltaram para o céu. E cada uma, ao chegar, ia muito quietinha, retomar o seu antigo lugar no meio das constelações.

O anjo da serena compaixão achou que devia contá-las. E contou-as, uma a uma!

- Um, dois, três, quatro, cinco...

E nessa conta, uma a uma, foi até vinte mil e seis

Vinte mil e seis!

Estranhou aquela conta, e disse:

- O que é isso? Essa conta não está certa. Desceram vinte mil e sete estrelinhas, e só voltaram vinte mil e seis! Está faltando uma! Falta uma estrelinha!

- Sim, sim - confirmou uma estrelinha azul que estava perto. - Falta uma estrelinha. Houve uma companheira que não quis voltar. Resolveu ficar,

para sempre, entre os homens.

Perguntou o Anjo:

- Que estrela foi essa? Qual foi a que não voltou?

A estrela azul, falando muito baixinho, respondeu:

- Escuta, anjo da serena compaixão. Foi a Estrela Verde da Esperança, nossa boa amiga e companheira, a única que não voltou.

- Ela Ficou a estrela verde da esperança!

É por isso, amigos que os homens, todos os homens, nos momentos mais tristes da vida, nos momentos de perigo, de dor ou de aflição, nunca perdem a esperança...

É que a estrelinha da esperança, nossa boa amiga, deixou o céu e veio (diz a lenda) viver na terra. E vive, para sempre, no coração dos homens.

sábado, 14 de junho de 2008

MINHAS PROFESSORAS NA DANÇA DO VENTRE

Estas foram minhas primeiras professoras de dança, ainda faltam algumas, tenho que escanear as fotos. Logo logo, publicarei.
Beeeijos


Nájua ( S. Paulo)





Málika La Regina(S. Paulo)


Lulu Sabongi ( S. Paulo)

domingo, 8 de junho de 2008

BHARATHA NATHYAM – Dança Idiana.


A dança nasceu e se desenvolveu no Sul da Índia, no estado de Tamil Nadu, às margens do rio Kaveri ou Calvery tem aproximadamente seis mil anos, apesar de antiga se conserva fresca e fascinante, em sua riqueza de movimentos tradicionais, encanto estético e variedade de expressões.

Considerada a mãe de todos os estilos de dança é também conhecida como haratha Nathya. A palavra Bharatha é o antigo nome da Índia e também o nome do sábio ao qual o Deus Brahma concedeu as escrituras que regem a dança.

Originalmente era dançado por Devadasis, nome dado à mulheres pertencentes ao Templo e completamente devotadas à arte.

O BHARATHANATYAM é a mais popular forma de dança clássica da Índia e considerada a mais antiga de todas as formas sendo extremamente tradicional na sua maneira de ensino e conhecida por sua graça, pureza, e poses esculturais.

Apesar da antigüidade, este estilo de dança ainda se conserva fascinante em sua riqueza de movimentos tradicionais, encanto estético e variedade de expressões. A palavra Bharatha tem origem em várias raízes. Bharatha é o antigo nome da Índia, Bharatha também é o nome do sábio ao qual o Deus Brahma concedeu as escrituras que regem a dança, o Natya Shastra, mas também é dito que a palavra Bharatha tem sua origem em Bha de Bhava (emoção), Ra de Raga (melodia ou modo musical) e Ta de tala (ritmo).

O estilo de música e instrumentos que acompanham o Bharathanatyam é o estilo clássico Carnático e os instrumentos usados para acompanhar o vocal são: a flauta ou o violino, a Veena, a Tambura e como percussão para o ritmo dos pés, o Mrdungam e o Nattuvangan.

Se você quiser saber mais detalhes sobre dança indiana acesse o blog http://www.natyalaya2.4t.com/about.html, lá tem muito material sobre este estilo de dança.

Beeeijos